
Um motorista da empresa Vermelhinho foi vítima de agressão na manhã desta segunda-feira (29) enquanto operava a linha 30E – Expresso Itaipuaçu x Centro de Maricá. O caso ocorreu após o condutor se recusar a realizar uma parada fora dos locais regulamentados.
Segundo as informações apuradas, uma passageira solicitou que o ônibus parasse fora do ponto permitido. O motorista explicou que, por se tratar de um serviço expresso, as paradas são realizadas exclusivamente nas passarelas, conforme as normas operacionais da linha. Diante da recusa, a mulher teria iniciado a agressão no interior do coletivo, com o veículo em movimento.
A ocorrência é considerada grave, pois a agressão a um motorista durante a condução do ônibus representa risco direto à segurança viária, podendo comprometer o controle do veículo e colocar em perigo passageiros, pedestres e outros condutores que trafegavam pela via no momento do fato.
Após concluir a viagem, o motorista se dirigiu à Delegacia de Maricá, onde registrou a ocorrência. Ele apresentou uma gravação em vídeo que flagra o momento da agressão, material que deverá contribuir para o andamento das investigações.
O caso ficará sob responsabilidade da Polícia Civil, que irá apurar as circunstâncias e identificar a autora da agressão. Até o momento, não há informações sobre a detenção da suspeita.
O episódio reforça o debate sobre a violência enfrentada por profissionais do transporte público, que exercem suas funções sob constante pressão e, muitas vezes, expostos a situações que colocam em risco a própria integridade e a segurança coletiva.
“A Prefeitura de Maricá, por meio da Empresa Pública de Transportes (EPT), informa que o caso foi registrado na 82ª DP. A EPT está prestando apoio institucional ao motorista e colabora com as investigações. A gestão municipal reforça que agressões a agentes públicos no exercício de suas funções configuram crime, conforme o artigo 331 do Código Penal (desacato), sem prejuízo de outros enquadramentos legais cabíveis.“



