Após anunciar motos elétricas para entregadores, Maricá prepara estações de apoio à mobilidade alternativa
Prefeitura abriu licitação para construção das estruturas, mas ainda não divulgou quantas serão instaladas nem os locais contemplados
A Prefeitura de Maricá abriu uma licitação para contratar uma empresa responsável pela construção de estações de apoio logístico voltadas à mobilidade alternativa no município.
O aviso da concorrência eletrônica foi publicado no Diário Oficial de Maricá desta quinta-feira (25). A sessão pública está prevista para acontecer no dia 17 de agosto, às 10h.
A iniciativa surge poucos dias depois de o prefeito Washington Quaquá anunciar um projeto-piloto para financiar motos elétricas destinadas a entregadores de aplicativos da cidade.
Apesar da proximidade entre os anúncios, o aviso resumido da licitação não esclarece se as estações serão utilizadas especificamente pelos entregadores ou pelo programa das motos elétricas.
A Prefeitura também não informou, na publicação, quantas estruturas serão construídas, onde ficarão instaladas, quais serviços serão oferecidos ou qual é o orçamento estimado para as obras.
Programa começaria com 200 motos
No dia 15 de junho, Quaquá afirmou que a Prefeitura pretende iniciar um programa-piloto com 200 motos elétricas financiadas pelo Banco Mumbuca.
Segundo o prefeito, o pacote também incluiria bateria e kit de energia solar para os participantes.
A proposta seria direcionada inicialmente a entregadores de aplicativos que trabalham em Maricá. O município ajudaria a cobrir praticamente o valor das parcelas do financiamento em troca da participação dos trabalhadores em uma ação de divulgação da cidade.
Os entregadores receberiam mochila, uniforme e boné e circulariam com a identificação do projeto municipal.
Na ocasião, o prefeito disse que uma lei seria encaminhada à Câmara Municipal para regulamentar a iniciativa. Até o anúncio, porém, não haviam sido detalhados os critérios de seleção, os valores dos veículos, o prazo do financiamento ou a contrapartida exata oferecida pelos trabalhadores.
Proposta já havia sido anunciada anteriormente
O projeto de financiamento de veículos elétricos vem sendo anunciado pelo governo municipal desde 2025.
Inicialmente, a proposta incluía taxistas, mototaxistas, permissionários do transporte e entregadores. Posteriormente, o governo passou a destacar as motos elétricas e a construção de pontos de recarga alimentados por energia solar.
Em abril de 2026, Quaquá chegou a mencionar a possibilidade de disponibilizar até 2 mil motos, com investimento estimado em cerca de R$ 100 milhões.
O anúncio mais recente, no entanto, reduziu a etapa inicial para um piloto com 200 unidades.
A ideia é que o financiamento seja operado pelo Banco Mumbuca, instituição comunitária ligada às políticas de economia solidária do município e que já oferece linhas de crédito sem juros.
O que serão as estações?
O objeto da licitação prevê o registro de preços para a construção de “Estações de Apoio Logístico para Mobilidade Alternativa”.
A expressão utilizada no edital resumido é ampla e pode incluir estruturas de apoio, descanso, manutenção, armazenamento ou recarga de veículos elétricos. Entretanto, esses serviços não são detalhados na publicação oficial.
Também não está claro se as estações atenderão somente motocicletas elétricas ou se poderão ser utilizadas por bicicletas, triciclos, veículos de entrega e outros meios alternativos.
Os detalhes técnicos deverão constar no edital e nos anexos disponibilizados no Portal Nacional de Contratações Públicas e no Portal da Transparência de Maricá.
Licitação será em agosto
A concorrência eletrônica está vinculada ao processo administrativo nº 21.925/2025.
A empresa vencedora será escolhida por meio de uma ata de registro de preços. Nesse tipo de contratação, o município registra os valores dos serviços, mas as obras são executadas conforme a necessidade e a emissão de ordens específicas.
A publicação não informa o valor máximo da contratação.
A divulgação do edital poderá esclarecer quantas estações estão previstas, os bairros que poderão recebê-las e a eventual ligação com o programa anunciado para entregadores.
Enquanto esses detalhes não forem apresentados, ainda não é possível afirmar que a licitação representa o início efetivo da infraestrutura para as 200 motos elétricas. Os dois projetos tratam de mobilidade alternativa e foram divulgados no mesmo período, mas a Prefeitura ainda precisa confirmar oficialmente como as iniciativas serão integradas.





