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Fraude de R$ 700 milhões: operação da PF chega a Maricá, prende dois homens e apreende arma, dinheiro e computadores

Uma grande ofensiva coordenada pela Receita Federal do Brasil, em conjunto com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, colocou Maricá entre os alvos de um esquema milionário de fraudes tributárias investigado em todo o país.

As ações fazem parte das operações Títulos Podres e Consulesa (Fase 2), deflagradas simultaneamente em cinco estados e pelo menos 17 cidades, com cerca de 80 mandados judiciais, incluindo prisões e buscas.

Prisões e apreensões em Maricá

Em Maricá, dois homens foram presos durante a operação. Um deles foi detido em um imóvel no bairro Recanto de Itaipuaçu. O segundo também foi capturado na cidade, mas o local da ação não foi divulgado.

Durante as diligências, os agentes apreenderam arma, dinheiro e computadores, materiais que agora serão analisados pelos investigadores.

A movimentação chamou a atenção de moradores, que relataram a presença de várias viaturas da Polícia Federal logo nas primeiras horas da manhã.

Operação em vários estados

No Rio de Janeiro, além de Maricá, houve ações na capital Rio de Janeiro. Minas Gerais concentrou a maior parte dos alvos, com operações em Belo Horizonte, Formiga, Capim Branco, Contagem, Nova Lima, Campo Belo, Pouso Alegre e Itamarandiba.

Em São Paulo, os mandados foram cumpridos na capital São Paulo e em Osasco, São José dos Campos, Caraguatatuba e Praia Grande. A operação também alcançou Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo, e Açailândia, no Maranhão.

Esquema pode ter causado prejuízo bilionário

Segundo as investigações, o grupo criminoso utilizava créditos tributários fraudulentos — conhecidos como “títulos podres” — para quitar ou reduzir impostos de forma ilegal.

O esquema envolvia escritórios de advocacia, consultorias tributárias e empresas de fachada, que ofereciam soluções aparentemente legais para clientes interessados em reduzir dívidas fiscais.

A estrutura era considerada sofisticada, com divisão de tarefas e mecanismos de ocultação de valores, o que também caracteriza crimes como lavagem de dinheiro.

De acordo com os investigadores, o prejuízo aos cofres públicos pode ultrapassar R$ 700 milhões.

Investigações continuam

As autoridades agora analisam os materiais apreendidos, incluindo equipamentos eletrônicos, para identificar outros envolvidos e aprofundar o alcance das fraudes.

A expectativa é que novas fases da investigação possam revelar ainda mais ramificações do esquema nos próximos meses.

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