Maricá: Moradores de vários bairros denunciam falta de água e cobram soluções

Moradores de diferentes bairros de Maricá denunciam problemas recorrentes no abastecimento de água e cobram respostas das autoridades e da concessionária responsável pelo serviço. As queixas envolvem tanto a irregularidade no fornecimento quanto situações de risco relacionadas à infraestrutura.
No bairro Jardim Atlântico Leste, residentes da Rua Abrão Tavares de Moraes, no trecho entre a Avenida 2 e a Rua 33, relatam enfrentar interrupções no abastecimento há cerca de 30 dias. Segundo os moradores, diversas solicitações foram feitas à Águas do Rio, que frequentemente informa que o serviço será restabelecido “no dia seguinte”, o que não vem se confirmando.
Além da falta d’água, moradores da Rua 79 apontam outra situação preocupante: um tubo estaria cortado e exposto há aproximadamente 10 dias, sem que medidas tenham sido adotadas. A condição é considerada perigosa e tem gerado apreensão entre os residentes.
“Falam que vão resolver no dia seguinte, mas a água não volta. A gente fica sem resposta e sem solução”, relatou um morador.
Em nota, a concessionária Águas do Rio informou: “A Águas do Rio informa que a distribuição de água na região está impactada em função de obras realizadas por terceiros, que danificou a rede que abastece a localidade. Equipes já atuam no reparo da tubulação e o abastecimento será regularizado tão logo o serviço seja concluído. A concessionária permanece à disposição pelo 0800 195 0 195 para ligações gratuitas ou mensagens via WhatsApp.”
Já em Inoã, no Condomínio Santa Paula, no Setor A, as reclamações seguem o mesmo padrão. De acordo com os moradores, o sistema de abastecimento foi implantado em setembro de 2025 com promessa de regularidade, mas, na prática, a distribuição passou a ocorrer apenas duas vezes por semana.
Mesmo nesses dias, o fornecimento seria insuficiente.
“Estamos sendo cobrados normalmente, mas não temos água suficiente nem para o básico”, afirmou um residente.
A situação teria se agravado a partir de março, principalmente nas ruas R, S e M, localizadas nas áreas mais altas do condomínio, onde o abastecimento praticamente deixou de ocorrer. Um dos moradores relata que, entre março e abril, recebeu cerca de 1.000 litros de água, apesar da cobrança integral referente ao consumo mínimo de 15 mil litros.
Além da escassez, moradores criticam a falta de informações claras por parte da concessionária, que, segundo eles, limita-se a informar que o sistema está em manutenção, sem previsão para normalização.
Diante dos relatos, cresce a insatisfação entre os moradores, que enfrentam dificuldades para atividades básicas do dia a dia e cobram medidas concretas para solucionar os problemas.
Em nota, a concessionária Águas do Rio informou: “A Águas do Rio informa que enviará equipe para verificar a ocorrência. A concessionária permanece à disposição dos clientes pelo 0800 195 0 195, para ligações gratuitas ou mensagens via WhatsApp.”





